Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
Atividades Fequimfar
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Campanha Salarial do Setor do Etanol/Sucroenergético – 2010/2011
QUÍMICOS CONQUISTAM MAIS REAJUSTES
Trabalhadores químicos da fabricação do etanol/álcool combustível em usinas e destilarias do setor do etanol/sucroenergético, representados pela Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo) conquistam mais reajustes salariais:
Ribeirão Preto: Cerca de 2 mil trabalhadores, distribuídos nas usinas e destilarias Batatais, Virálcool, Santa Inês, Moreno, Pitangueiras, Bazan, Delos e Cevasa, conquistaram um reajuste salarial de 7% (sendo 1,43% de aumento real), além de 2 salários nominais como PLR . O piso salarial foi reajustado para R$ 817,62.
Guaíra: Em Guaíra, os mais de 3 mil trabalhadores das usinas Mandu, Colorado, Usina Guaíra e Alta Mogiana também conquistaram um reajuste de 7% (sendo 1,43% de aumento real) em seus salários, piso salarial de R$ 787,92 e mais uma PLR de R$ 787,92.
São José do Rio Preto: Mais de 5 mil trabalhadores da categoria terão 8% de reajuste no piso salarial que passará de R$ 766,33 para R$ 827,20. Para os trabalhadores que ganham acima do piso o
aumento será de 7%. Nas empresas Usina Moreno e Coplasa o piso salarial passará a ser de R$ 831,60. Outros benefícios como PLR e vale alimentação também serão reajustados em 7% e ainda, todas as demais cláusulas do acordo coletivo anterior serão mantidas.
Araçatuba: A categoria fechou acordo, reajustando os salários em 7%. O piso sofreu um reajuste de 10%, passando para R$ 752,00. Na região de Araçatuba são 23 usinas, com aproximadamente 7,5 mil trabalhadores.
Bauru: Na região de Bauru, o Sindicato já fechou acordo com duas empresas do setor, reajustando os salários em 7%. O piso recebeu um aumento de 10%. O total de trabalhadores beneficiados é 500. As negociações continuam nas demais usinas e destilarias.
Marília: Cerca de 240 trabalhadores da usina Cosan Paraguaçu S/A podem comemorar o reajuste salarial de 7%, a implantação da PLR (nos moldes do grupo Cosan) e bolsa de estudo com cobertura de 50%. As negociações continuam nas demais usinas e destilarias.
Ipaussu: Nas empresas Agro-Industrial Tarumã, Iracema, Destilaria Londra, Freitas Álcool de C. Ind. Comércio, o reajuste no piso salarial foi de 15%. Já em Santa Maria, Agroindustrial Espírito Santo Turvo e Cosan S/A, o reajuste no piso salarial foi de 10%. A TGM reajustou o piso em 7,18% e a Bernardino de Campos, em 7%. Para os trabalhadores que ganham acima do piso, o reajuste conquistado pelo sindicato foi de 7%, em todas as empresas. O total de trabalhadores beneficiados é de 2 mil.
A DATA-BASE DA CATEGORIA É DIA 1º DE MAIO
A Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo) e seus 13 Sindicatos, que integram a Campanha Salarial do setor do etanol/sucroenergético, representam cerca de 35 mil trabalhadores em todo estado de São Paulo (os sindicatos que participam das rodadas de negociação pertencem às seguintes regiões: São José do Rio Preto, Araçatuba, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Guaíra, Ipaussu, Marília, Araras, Itapetininga, Botucatu, Bauru, Sorocaba e Americana.
A expectativa para os próximos dias é de que novos acordos sejam fechados
Pelos direitos dos Trabalhadores
Edson Dias Bicalho, secretário geral da Fequimfar, lembra que, a exemplo de campanhas anteriores, a luta dos trabalhadores do setor é pela reposição da inflação e pelo reajuste salarial. “Os trabalhadores do setor estão dando continuidade a luta pelo aumento e PLR, como também pela redução da Jornada para 40 horas semanais, sem perdas salariais, pela manutenção dos direitos conquistados e por melhores condições de trabalho”, afirma Bicalho.
O setor cresceu, mas o salário não
Sergio Luiz Leite, presidente da Fequimfar, lembra que as manifestações e mobilizações realizadas pela categoria, junto às portas das usinas e destilarias, deverão continuar. “Na campanha desse ano, tentamos negociar em nível estadual. Conseguimos criar um grupo de trabalho com representantes da Fequimfar e da UNICA para construir esse caminho. Enquanto isso, a campanha salarial segue empresa por empresa ou grupos de empresas. O setor cresceu muito e os trabalhadores precisam recuperar suas perdas, além de uma parcela justa nesse crescimento”.