Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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Mulheres
Departamento da Mulher
Departamento da Mulher
Registro Sindical 104.187/58 - CNPJ 62.812.953/0001-01
ATENÇÃO
Pare, veja e repare:
Ao longo dos últimos anos, o perfil da mulher em nossa sociedade mudou muito e para melhor. Hoje, podemos afirmar que as mulheres estão cada vez mais conscientes de seus direitos e papel nas sociedades do Século 21. Sabemos que elas ainda sofrem preconceitos e discriminação, mas a cada dia estão conquistando seu merecido espaço em suas comunidades e no mercado de trabalho.
Luta e Coragem
Seja em casa, na rua e no trabalho, a atuação do ainda chamado “sexo frágil”, que de frágil não tem nada, sempre é notada. Pare, veja e comece a reparar, pois através de seus próprios méritos, as mulheres conquistaram novos postos de trabalho, principalmente em funções que antes eram exclusivas e exercidas somente pelos homens. Se atualmente existem mulheres que são motoristas de ônibus, táxi, caminhão, frentistas e mecânicas, se deve a muita luta e persistência das próprias mulheres para ocupar uma nova posição de destaque em nossa sociedade. Ressaltamos mais uma vez que é gratificante saber que hoje as mulheres desempenham as mais diferentes profissões: pilotam aviões e operam equipamentos pesados, muitas exercem carreiras militares e também existem algumas que até são árbitros femininos de futebol.




Força atuante
Para o bem da classe trabalhadora, várias mulheres militam no movimento sindical e também na política. Não é à toa que as mulheres sindicalistas estão cada vez mais atuantes em nossos Sindicatos, sendo isso mais uma prova da dedicação, força, coragem e responsabilidade das mulheres. A luta da mulher é de todos, dos maridos e companheiros, filhos, parentes e colegas de trabalho, sendo de extrema importância que todas as sua ações e iniciativas sejam valorizadas e reconhecidas, comprovando todo o potencial feminino existente.
Como surgiu?
Conta a estória que a muitos anos atrás, operárias americanas, decidiram realizar uma greve, numa fábrica de tecidos a qual trabalhavam, exigindo melhores condições de trabalho, fim das multas, fim das humilhações morais, psicológicas e outras, aumento de salários e uma pauta que se estendia muito, conforme as péssimas situações por que passavam o operariado mundial no século XIX.
Os patrões, intolerantes a organização operária (como sempre) e ainda mais furiosos com mulheres se organizando e exigindo direitos, resolveram, literalmente, ao pé da letra, trancar as operárias dentro da fábrica e iniciaram um incêndio criminoso, matando todas as trabalhadoras que lá estavam. No momento anterior ao fogo, as operárias
haviam terminado de costurar uma série de peças e tecidos da cor lilás, que até hoje, é considerada, por respeito e para manter a memória viva das pessoas diante desta barbárie, a cor oficial dos movimentos femininos em todo o mundo.
Porém, como se sabe, hoje, diante de muitas pesquisas realizadas por vários estudiosos em todo o mundo, ocorreu uma grande confusão, envolvendo datas e eventos. Na verdade, esta greve acima citada foi confundida com outra greve, em que não houve fogo na fábrica e o problema das mortes, ocorreu por causa de um incêndio, no dia 25 de março de 1911. Morreram numa fábrica de tecidos (também em Nova Iorque) 146 pessoas, sendo 125 mulheres e 21 homens. Paralelamente a este movimento, em 8 de março de 1917, operárias de tecelagens na Rússia, iniciam a grande greve geral espontânea na Rússia que derrubaria o Czar e daria início aos eventos da revolução Russa de Outubro. Foi uma confusão da união das datas e eventos acima citados que originou a estória das operárias queimadas em uma greve em Nova Iorque, história que ficou lendária e foi contada por décadas, até ser finalmente re-estudada e re-publicada.
Um novo papel na sociedade
Agora, sabemos que muita coisa já foi conquistada, que as mulheres consolidaram um novo papel na sociedade, intensificaram sua independência financeira e possuem presença cada vez maior no mercado de trabalho e, em nível global, na política e economia das Nações. Vale lembrar que hoje existem líderes mulheres que presidem e governam países e estados na América, Ásia e Europa e demais continentes e, lembramos que muitas possuem a grande coragem de colocarem seus nomes para a disputa de pleitos eleitorais na maioria dos países do mundo, inclusive no Brasil.
Ações da Fequimfar
· Grupos de Trabalho que discutem as condições das mulheres nos ambientes de trabalho.
· 1ª bancada feminina nas mesas de negociações.
· Elaboração de pesquisas de gênero.
· Participação de um numero cada vez maior e atuante de dirigentes mulheres nos quadro de direção dos Sindicato filiados.
· Criação de cláusulas sociais que beneficiam as mulheres, como:
· Auxílio-creche
· Licença amamentação
· Licença maternidade para mães que adotarem crianças legalmente
· Estabilidade de emprego às gestantes, até seis meses após o parto
· Afastamento remunerado de 60 dias em caso de aborto legal
· Igualdade de condições e oportunidade às mulheres
· Prevenção e combate ao assédio sexual e moral
Nossos desafios
Temos que percorrer um grande caminho. Lembramos que os salários das mulheres ainda são menores que dos homens e além disso, as mulheres continuam expostas a riscos sendo que em cenários de crise, são as primeiras a perderem suas vagas no mercado de trabalho.
Nossa luta continua. Temos que ficar unidos (as) e cada vez mais mobilizados (as) para resolver as situações de intolerância e discriminação contra a mulher. Precisamos lutar pelo fim do assédio moral e sexual nos ambientes de trabalho. Buscar a igualdade de oportunidades e direitos entre homens e mulheres, porque as mulheres tem todas as condições para disputar vagas no mercado, inclusive para postos de comando. Temos que lutar pelo bem-estar da mulher e pelo fim da discriminação social. Trazer a mulher para o movimento sindical é outro objetivo, pois infelizmente essa disparidade ainda é grande. As mulheres precisam continuar conscientes do seu papel e se organizarem.

