Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
CNPJ 62.812.953/0001-01
Reconhecida pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio por ato no D.O.U. de 24/04/1958 - processo nº 104.187/58 em 07/03/1958
Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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Sergio Luiz Leite tomou posse como novo presidente da Fequimfar numa concorrida solenidade, que contou com a presença do governador José Serra, acompanhado dos secretários Geraldo Alckmin e Guilherme Afif Domingos, secretários de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e do Emprego e Relações do Trabalho, respectivamente, além do secretário nacional do MTE, Luiz Antonio de Medeiros, e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal.
Para Serginho, sua posse como novo presidente reforça o processo de mudança de postura da entidade, que foi liderado democraticamente por Danilo Pereira da Silva, nos últimos anos. Danilo afirma: “Nossa Federação rompeu com o


A nova direção da Fequimfar eleita em abril, agora é presidida por Sergio Luiz Leite, tem como secretário-geral, Edson Dias Bicalho, e Jurandir Pedro de Souza, como tesoureiro-geral. Danilo Pereira da Silva, que também é presidente da Força Sindical São Paulo, assume o cargo de vice-presidente da Fequimfar.
A cerimônia de posse também contou com a presença de diversos dirigentes sindicais de vários estados brasileiros, representando diferentes segmentos, ramos e categorias profissionais; representantes do setor patronal, empresários e lideranças políticas, junto a representantes do movimento sindical de outros países.
A representatividade da Fequimfar:
No total, a Fequimfar e seus 33 sindicatos filiados representam 150 mil trabalhadores em todo o Estado de São Paulo, distribuídos nos segmentos químicos, farmacêuticos, produção de álcool, plástico, tintas e vernizes, lápis, abrasivos, fertilizantes, cosméticos, perfumarias, defensivos agrícolas, brinquedos e instrumentos musicais, entre outros, de todo o Estado de São Paulo.
Posse da Nova Diretoria da Fequimfar
formalismo burocrático e adotou uma atitude mais política e militante”. Essa é a principal herança que Sergio recebe e patamar a partir do qual deve nortear sua gestão.
“Nos últimos anos, a Federação passou a ter força política, sempre atuando em sintonia com os Sindicatos filiados e, consequentemente, estando mais presente junto às bases. Uma Federação que luta principalmente, pelos direitos dos trabalhadores, por uma melhor qualidade de vida, pela redução da jornada, aumento do salário mínimo, organização dos aposentados e pela redução dos juros”, declara o presidente empossado. Serginho, 41, nasceu em Rio Claro SP, onde atuou por muitos anos como dirigente sindical, e agora substitui Danilo Pereira (hoje, presidente da Força Sindical São Paulo), que nos últimos anos dirigiu a Federação, conseguindo dar uma nova dinâmica à entidade e iniciando um ciclo de importantes conquistas para a categoria.
Serginho também considera que as conquistas para a categoria também foram concretas. Ele destaca o acordo que estabelece jornada de 40 horas para os trabalhadores do setor farmacêutico, os aumentos reais de salário e o fornecimento de remédio (muitos de forma gratuita) para trabalhadores do setor. Sobre as iniciativas futuras, Serginho aponta para a necessidade da melhoria nas condições de trabalho do setor alcooleiro. “Fazemos parte do setor energético e estratégico. Nossos trabalhadores não podem mais enfrentar péssimas condições de trabalho e riscos à saúde. Vamos buscar avanços nesse setor”, ele afirma. Para o presidente Serginho, essa ação deve ser articulada em âmbito nacional.
Serginho também lembra que nenhuma dessas políticas poderá ser efetiva se a Federação não estiver sintonizada com as entidades filiadas. “O centro da nossa atuação será o fortalecimento das relações entre Federação e filiados, buscando beneficiar a base trabalhadora”. Uma dessas ações deve ser a ampla sindicalização. Ele diz: “Temos de manter uma campanha permanente e articulada, em todo o Estado”. A posse teve como lema a tradição de luta, trabalho e conquistas da Fequimfar, sendo considerada como uma nova etapa de crescimento e realizações para os Químicos da Força, segundo palavras de Danilo Pereira da Silva, que liderou a Fequimfar nos últimos anos, que passou o cargo de presidente da Fequimfar para Serginho.


Bandeiras de luta:
· Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a exemplo do setor farmacêutico, que foi uma das primeiras categorias a ter essa conquista;
· Luta por uma legislação que iniba a dispensa imotivada, ou seja, retificação da Convenção 158 da OIT
· Combate à terceirização e a precarização das relações de trabalho.
História da Fequimfar:
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar) foi fundada em abril de 1958 pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias (STI) Químicas de São Paulo, STI Químicas de Campinas, STI Químicas do ABC, STI Plásticos de São Paulo e STI Fósforos de Itatiba. Ao longo destes anos, a Fequimfar tem sido reconhecida e referendada como modelo pela luta por novas conquistas e pela garantia e manutenção de direitos da classe trabalhadora.
Esta história está marcada por conquistas em que a Fequimfar, junto com os seus sindicatos filiados, estiveram à frente de iniciativas pioneiras, que servem de referência para outras categorias, como as lutas pela implantação da participação dos trabalhadores nos lucros e resultados (PLR) nas Convenções Coletivas; redução da jornada de trabalho, de 440 para 40 horas semanais (no setor farmacêutico, que será praticado a partir de setembro deste ano); e a cláusula que garante estabilidade da trabalhadora gestante e auxílio-creche.
Nas Convenções Coletivas, foram conquistadas cláusulas que vão sendo melhoradas a cada ano, além de programas de emprego e inclusão de pessoas portadoras de deficiência e acesso gratuito a medicamentos, ambas no setor farmacêutico.
A Fequimfar também se destaca pela elaboração e aplicação de Convenções Coletivas para Máquinas Injetoras e Sopradoras, responsáveis pela redução do número de acidentes de trabalho. Outra grande vitória conquistada foi o banimento do benzeno, um produto químico altamente cancerígeno que era utilizado na indústria de fabricação do álcool. Além dos cursos de qualificação e re-qualificação profissional para trabalhadores, desempregados e jovens.

