Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
CNPJ 62.812.953/0001-01
Filiação
Reconhecida pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio por ato no D.O.U. de 24/04/1958 - processo nº 104.187/58 em 07/03/1958
Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
Presidente: Sergio Luiz Leite
Rua Tamandaré, 120/124 - Liberdade - Cep 01525-000 - São Paulo - SP - Fone (11) 3277-5000 - Fax (11) 3277-5216 - email: fequimfar@fequimfar.org.br



QUÍMICOS DÃO INÍCIO A CAMPANHA SALARIAL DO SETOR FARMACÊUTICO
Trabalhadores na indústria farmacêutica aprovam
Pré-Pauta de reivindicações
               Os Químicos da Força, representados pela Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do estado de São Paulo) e seus Sindicatos filiados definiram nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro de 2010, a pré-pauta de reivindicações dos trabalhadores nas indústrias farmacêuticas de todo o estado de São Paulo:
               • 6% de aumento real + a reposição inflacionária dos últimos 12 meses (INPC)
               • Piso Salarial de R$ 1.000,00
               • PLR de R$ 1.300,00
               • Vale Alimentação e/ou Cesta Básica no valor de R$ 100,00

               Os dirigentes e lideranças dos sindicatos dos trabalhadores nas indústrias farmacêuticas de todo o estado de São Paulo, que integram a Fequimfar, estiveram reunidos no Seminário de Negociação Coletiva, no dia 23 de fevereiro em Sorocaba SP, onde puderam discutir e definir a pré-pauta de reivindicações da categoria.
               As principais bandeiras de luta para a Campanha Salarial 2010/2011 são: aumento real, reposição das perdas salariais, Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR), acesso a medicamentos gratuitos ou subsidiados a todos os trabalhadores e dependentes, igualdade de oportunidades, melhorias em saúde e segurança. A Fequimfar representa aproximadamente 15 mil trabalhadores em todo o Estado.

               “Nossas conquistas para os trabalhadores do setor farmacêutico servem de referência para outras categorias, porque fomos um dos primeiros segmentos a conquistar, em Convenção Coletiva, a redução da jornada para 40 horas semanais, sem perdas salariais. Hoje, o setor é destaque em relação ao próprio crescimento e no numero de trabalhadores com carteira assinada”.
Sergio Luiz Leite

presidente da Fequimfar

               Participaram do Seminário, representantes dos trabalhadores das regiões de Sorocaba, Itatiba, Botucatu, Ipaussú, Americana, Salto, Guaíra, Santa Rosa de Viterbo, Ribeirão Preto, Bauru, Cosmópolis, Suzano, Itapecerica da Serra, São João da Boa Vista, Jaguariúna e Guarulhos.
 
Balanço de emprego nos segmentos químicos em 2009
Apesar da crise internacional que atingiu a economia brasileira, provocando desemprego em alguns setores, os dados do Caged mostram um saldo positivo nos postos de trabalho do setor químico e junto aos segmentos que o compõem.
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar) encerrou 2009 com resultado positivo, em relação à diferença entre admitidos e desligados nos segmentos da indústria química, do plástico, fabricação do álcool e de produtos farmacêuticos, junto aos trabalhadores representados. Os dados mostram que no Brasil, foram criadas 13.442 vagas, sendo que no estado de São Paulo, o número de postos de trabalho gerados foi de 4.367.
Segundo informações do Dieese, no Brasil, o setor químico industrial admitiu 233.822 e demitiu 220.380, gerando um saldo positivo, correspondente a criação de 13.442 postos de trabalho.
No estado de São Paulo a situação não foi diferente: 90.930 trabalhadores foram admitidos e 86.563 foram demitidos. O saldo foi de 4.367 postos de trabalho gerados.
Já no setor farmacêutico, no Brasil, o saldo positivo de postos de trabalho foi de 2.912, e em São Paulo, foram gerados 1.148 empregos.
Movimentação de pessoal no Setor Farmacêutico - Brasil e Estado de São Paulo, 2009
Fonte: CAGED/RAIS
Elaboração: DIEESE
A crise não atingiu o setor químico
               Desde o início do alarde para a crise econômica mundial, a Fequimfar entendeu que o mais importante seria a manutenção dos empregos. Em 2009, apoiada pelos seus 33 sindicatos filiados, representando 155 mil trabalhadores, a Fequimfar realizou uma série de reuniões e manifestações, mobilizando os trabalhadores em ações pela garantia dos postos de trabalho e também por melhoria das condições de emprego.
               Nas negociações salariais, a Fequimfar também conquistou diversos benefícios aos trabalhadores da base, tais como:
               • Reajustes salariais com aumento real
               • Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (já conquistada pelo setor farmacêutico)
               • PLR (participação nos lucros e resultados das empresas

              
Além disso, o resultado positivo de 2009 revela que o movimento sindical esteve unido e alerta, negociando medidas concretas e importantes que mantiveram a renda dos trabalhadores e o consumo interno aquecido, como:
               • Redução do IPI nas linhas automotivas e branca com a garantia dos postos de trabalho
               • Política de valorização do Salário Mínimo
               • Oferta de crédito via BNDES
               • Aumento real de salários

               “Apesar da manutenção e criação de postos de trabalho na indústria química, ainda identificamos uma alta rotatividade dos trabalhadores. Estima-se que existam 360 mil trabalhadores no setor e no ano passado, cerca de 30% deles tiveram mudança de emprego. Sendo assim, os desligados que voltaram ao mercado foram contratados com salários inferiores, causando a redução da massa salarial e a precariedade do emprego”, declara Sergio Luiz Leite, presidente da Fequimfar. “O Brasil é um país que está em processo de crescimento e por isso é importante definir critérios e mecanismos que coíbam a dispensa imotivada. Lembrando sempre que os instrumentos efetivos para a criação de emprego são a redução da jornada sem redução salarial e a garantia de continuidade da política de valorização do salário mínimo”, conclui Sergio.
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