Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
CNPJ 62.812.953/0001-01
Filiação
Reconhecida pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio por ato no D.O.U. de 24/04/1958 - processo nº 104.187/58 em 07/03/1958
Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
Presidente: Sergio Luiz Leite
Rua Tamandaré, 120/124 - Liberdade - Cep 01525-000 - São Paulo - SP - Fone (11) 3277-5000 - Fax (11) 3277-5216 - email: fequimfar@fequimfar.org.br
 



Boletim Redução de Jornada
              Dirigentes e lideranças sindicais dos setores químicos da Fequimfar e de seus 33 sindicatos filiados reuniram-se no dia 28 de agosto, para discutir a pré-pauta de reivindicações dos trabalhadores e as estratégias para a negociação com a bancada patronal, representada pelo Grupo CEAG 10, da Fiesp.
              A Fequimfar e seus 33 sindicatos filiados representam mais de 110 mil trabalhadores em todo o estado de são Paulo, que estão distribuídos nos segmentos químico, petroquímicos, plásticos, abrasivos, tintas e vernizes, fertilizantes, cosméticos, perfumarias, fabricação de lápis e canetas, entre outros.
QUÍMICOS DA FORÇA REIVINDICAM REPOSIÇÃO DAS PERDAS E 5% DE AUMENTO REAL

              · Aumento real de 5% mais a inflação do período (estimada em 4,57% pelo INPC/IBGE)
              · Piso salarial de R$ 850,00
              · PLR no valor de 2 salários normativos
              · Redução da Jornada
              · Acesso à informação (empresas devem disponibilizar um local com acesso à Internet, jornais e livros)
              No final de Seminário, as lideranças sindicais determinaram uma pré-pauta com reivindicações que serão aprovadas em assembleias com os trabalhadores, nos sindicatos, até o dia 22 de setembro. No dia 23 de setembro, acontece uma assembleia geral na sede da Fequimfar, onde será definida a pauta de reivindicações que será entregue aos representantes patronais, o Grupo CEAG 10, da Fiesp.
              Sergio Luiz Leite, presidente da Federação, declara: “Temos condições de conquistar um aumento real digno para os trabalhadores químicos. Lembramos que os números do DIEESE nos mostram que a indústria química, nos últimos meses, demonstra um franco reaquecimento de vendas, produção e emprego. Todos os segmentos químicos industriais tiveram crescimento em seu faturamento em 2008, além disso, no acumulado do 1º semestre deste ano, a produção das empresas teve alta de 35,06%, em relação dezembro de 2008.”
              “Este ano, não serão discutidas cláusulas sociais, porque no acordo firmado no ano passado, estas cláusulas têm a vigência de dois anos e por isso, serão novamente discutidas apenas em 2010”, explica Edson Dias Bicalho, secretário geral da Fequimfar.
Pré-pauta de reivindicações aprovada:
            · Faturamento em 2008: em dólares o faturamento da indústria química brasileira chegou ao valor de      U$S 122,0 bilhões, o que representou um crescimento de 17,87% em relação a 2007. Em reais, o setor faturou R$ 222,3 bilhões, 10,6% acima do ano anterior. (Tabela abaixo).
Evolução do Faturamento líquido da Indústria Química
Brasil, 1990-2008
- A data-base da categoria é 1º de novembro -

A INDÚSTRIA QUÍMICA BRASILEIRA: DADOS DO SETOR
               · Em 2008, as exportações no setor apresentaram um crescimento de 11,3%. As importações cresceram 46,6%. Apesar da continuidade do saldo negativo da balança comercial ser uma realidade que o setor tenta mudar, como alguns segmentos do setor são altamente importadores de insumos, como o farmacêutico, fertilizantes e químicos de uso industrial, a permanência de uma importação elevada indica, também, que o setor seguiu em 2008, aquecido, como é possível observar no crescimento do seu faturamento.
               · No acumulado dos primeiros 6 meses de 2009, o índice de produção de produtos químicos registrou alta de 35,06%, em relação dezembro de 2008. Nos últimos 12 meses o crescimento foi de 8,42%.
               · No acumulado do 1° semestre de 2009, as vendas realizadas no mercado interno registrou elevação de 44,4%.
               · Segundo a PIMES/IBGE (Pesquisa Industrial Mensal de Empregos e Salários) a produção física da indústria química em 2008 teve crescimento de 3,7%.
               · O nível operacional, medido pela capacidade instalada, está se recuperando e se mantendo em 80%. Em janeiro, no auge da crise, chegou ao patamar de 64%.
               · O PIB dos produtos químicos responde por 10,82% do PIB da indústria de transformação nacional, o que garante ao setor a 3° lugar na colocação.
               · A participação da indústria química no PIB nacional é de 3,1%.
               · De forma geral, as perspectivas para 2009 em relação à indústria química é arriscada por conta do comportamento diferenciado dos segmentos em relação aos impactos da crise. O segmento farmacêutico, por exemplo, não foi afetado pela crise como o plástico. No entanto, os segmentos como o de fertilizantes, que teve o maior faturamento em 2008, o plástico e o de tintas, são beneficiados pelas políticas do governo para amenizar os efeitos da crise, como redução de IPI para carros e eletrodomésticos (linha branca); programas de investimento em habitação e agronegócios. Os segmentos que fornecem insumos para os setores diretamente beneficiados pela política do governo foram positivamente afetados.
               · O setor de cosméticos prevê crescimento de 5% nas vendas em 2009.
               · Em 2008 as vendas de PVC cresceram 17%.
               · Com as recentes descobertas de petróleo na camada do Pré-Sal, a indústria química negocia barateamento de preço de insumos para o setor.
               · Os projetos de investimento das empresas do setor permanecem. Os planos são de investimento de US$ 22,1 bilhões até 2013, sendo que 54,3% desse valor referem-se a projetos aprovados.
MERCADO DE TRABALHO: CAGED
               No Estado de São Paulo, os dados do Caged mostram saldo negativo no setor, com número de admitidos menor do que de desligados, no período de novembro de 2008 a abril de 2009. A partir de maio desse ano, nota-se uma recuperação com o saldo positivo, inclusive, para os meses de junho e julho. Vale ressaltar que o saldo positivo de julho, 1.602 vagas criadas, foi superior ao mesmo mês do ano passado, que contabilizou 1.596 novos postos de trabalho (Tabela abaixo).
               Movimentação de pessoal no setor químico - São Paulo, nov/08 a jul/09 e nov/07 a jul/08


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