Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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Filiação
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Reconhecida pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio por ato no D.O.U. de 24/04/1958
processo nº 104.187/58 em 07/03/1958
Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
Campanha Salarial do Setor de Fabricação do Álcool e Açúcar 2009/2010
NEGOCIAÇÕES NO SETOR DO ÁLCOOL AVANÇAM
            A Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), filiada a Força Sindical, e os sindicatos filiados que representam cerca de 25 mil trabalhadores nas usinas de fabricação de álcool fecham os primeiros acordos na campanha salarial.
            “Trabalhadores de usinas e destilarias de algumas regiões do estado de São Paulo conquistaram reajustes salariais, mas a nós ainda aguardamos propostas mais satisfatórias dos usineiros às nossas reivindicações de aumento salarial, reposição das perdas, com a inflação dos últimos 12 meses, além de uma PLR digna. Os trabalhadores continuam mobilizados em todas as regiões do estado de São Paulo na expectativa de propostas concretas de um reajuste real, dos salários, com aumento real e PLR”, declara Danilo Pereira da Silva, presidente da Fequimfar e da Força Sindical São Paulo.
            - A data-base é 1º de maio –
            Resumo de acordos fechados no Estado
            Região de São José do Rio Preto: a negociação com os patrões terminaram com reajuste salarial linear de 5,83%, PLR (no valor mínimo de R$ 616,00 para empresa com turno fixo; e R$ 1.231,00 para empresas com turno de revezamento) e ticket alimentação para as empresas que o concedem e manutenção das demais cláusulas. O piso salarial na empresa Grupo Moreno ficou em R$ 772,98 e nas demais 10 empresa, ficou em R$ 766,33. Este reajuste já acontece a partir de 5 de julho.

            Região de Araçatuba: o sindicato assinou o acordo coletivo, reajustando os salários em 5,83%. O piso foi para R$ 702,75 e as cláusulas sociais foram mantidas.
            Região de Presidente Prudente: a proposta patronal é de reajuste de 5,83%, dividido em três parcelas. No entanto, os trabalhadores estão rejeitando a proposta nas assembleias realizadas pelo Sindicato e a expectativa é de greve em todas as empresas.
            Região de Guaíra: o reajuste salarial de R$ 5,83 foi acordado em quatro empresas da região.
            Região de Ipaussu: os trabalhadores da região conquistaram 7% de reajuste salarial, além da PLR, vale alimentação e manutenção dos direitos já existentes Estes acordo fechados correspondem a 3 usinas da região, que juntas representam, diretamente, cerca de 300 trabalhadores. Na usina TGM: 7% de reajuste (inflação do período pelo INPC + 1,1 % de aumento real), PLR de R$ 535,00. Usina Freitas: 7% de reajuste, PLR de R$ 600,00.
Usina Tarumã: 7% de reajuste, PLR de R$ 600,00, Vale Refeição e manutenção dos direitos já existentes).
            Região de Marília: As rodadas de negociação estão em andamento.
            Região de Araras: As rodadas de negociação estão em andamento.
            Região de Itapetininga: o Sindicato fechou acordo com uma empresa, em que o reajuste salarial foi de 6%.
            Região de Botucatu: As rodadas de negociação estão em andamento.
            Região de Bauru: o Sindicato fechou acordo com uma empresa, reajustando os salários em 7%. As demais usinas ainda negociam com o Sindicato dos trabalhadores.
            Região de Americana: As rodadas de negociação estão em andamento.
            Região de Ribeirão Preto: já foram fechados oito acordos com reajuste salarial de 6%. Em uma empresa, o reajuste foi maior, fechado em 7%. As outras usinas da região ainda estão em negociação com o Sindicato.
            Os trabalhadores estão reivindicando:
            · Aumento real + reposição da inflação
            · Piso digno
            · PLR
            · Redução da Jornada de Trabalho
            · Fim da terceirização
            · Saúde e Segurança
            · Qualidade de Vida
            · Qualificação Profissional
            Histórico
            A Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), filiada a Força Sindical, junto com os seus sindicatos filiados, representa mais de 25 mil trabalhadores no setor sucroalcooleiro, distribuídos em diversas regiões do estado de São Paulo.
            · Em relação ao setor, estima-se que mais de 40 mil trabalhadores atuem nas usinas de açúcar, junto a outros 240 mil no setor de corte da cana-de-açúcar.
            · Nos últimos anos o setor sucroalcooleiro teve um franco crescimento, com a abertura de novas usinas e destilarias e, conseqüentemente, novos postos de trabalho.
            · O Estado de São Paulo é o maior produtor de cana do país, sendo responsável por mais de 60% da oferta nacional, como também por cerca de 400 mil empregos diretos no setor. Um número que cresceu substancialmente, em razão de todo esse processo de valorização do etanol.
            · O setor é um dos principais responsáveis pela economia e pelo crescimento econômico da maioria das regiões do interior do estado de São Paulo. Também em relação ao desenvolvimento dessas regiões, com a geração de emprego e, conseqüentemente, um aumento de novos postos de trabalho, consumo, desenvolvimento econômico e social.
            Para Danilo Pereira da Silva, presidente da Fequimfar e presidente da Força Sindical São Paulo, o setor está consolidado, “Nos últimos anos, as usinas e destilarias tiveram um grande desenvolvimento, em relação à suas estruturas e patrimônios, principalmente no ganho com a venda de seu produto principal, que é o álcool combustível. Mas existe a necessidade de uma melhor distribuição de renda, que seja justa em relação a esse desenvolvimento. O IDH (índice de desenvolvimento humano) de seus trabalhadores continua abaixo de outras categorias, e não faz jus ao crescimento que o setor conseguiu. Lembramos também que precisamos também de uma política séria de qualificação profissional. Agora vamos lutar mais ainda para que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas”.
            Sergio Luiz Leite, secretário geral da Fequimfar e 1º secretário da Força Sindical Nacional, lembra que nos últimos anos, o setor do álcool bateu recordes de produção e expandiu seus negócios no Brasil e no mundo, porém a distribuição desses resultados positivos não tem chegado para os trabalhadores: “Nessa campanha salarial estamos lutando pela valorização, melhoria da PLR e pela unificação dos pisos salariais. Os trabalhadores reivindicam a sua justa parte nesse desenvolvimento”.

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