Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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Reconhecida pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio por ato no D.O.U. de 24/04/1958 - processo nº 104.187/58 em 07/03/1958
Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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Setor Instrumentos Musicais e Brinquedos
Empresários comemoram o aumento da aliquota para brinquedos importados...
Mas porquê os trabalhadores e trabalhadoras do setor não participam dessa Discussão?
No fim do ano passado, recebemos a notícia de que o preço dos brinquedos importados ficará mais caro a partir de abril de 2011, isso segundo decisão tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), que estabeleceu um aumento da alíquota de importação, de 20% para 35% .
Este aumento da alíquota não ocorre apenas no Brasil, mas em todo o Mercosul. Muitos estão vendo como uma forma de diminuir a participação dos produtos chineses nos mercados dos países que formam o bloco comercial latino americano.
Agora a pergunta é: como os trabalhadores e trabalhadoras da indústria nacional de binquedos serão beneficiados como tal medida?

Tudo o que sabemos é que as negociações referentes à alíquota do Imposto de Importação tem sido realizada de forma parcial, negligenciando o lado dos trabalhadores e seus representantes.
O acordo, que sempre é discutido entre governo e patrões, acaba beneficiando somente os fabricantes. Entretanto, há uma parcela significativa de pessoas trabalhando em condições degradantes e sem ter seus direitos respeitados.
Muitos representantes empresariais vivem reclamando e questionam as nossas Convenções Coletivas, dizem que a prática de "conceder aumento real para os trabalhadores" é prejudicial. Desde a criação da Câmara Setorial da Indústria de Brinquedos, as campanhas salariais têm sido complicadas. O setor patronal nivela a situação da categoria por baixo, defendendo reajustes ínfimos e isto podemos conferir com o piso da categoria que abrange 80% dos trabalhadores e é de R$ 752,40, cujo valor quase alcança o salário mínimo do estado de São Paulo.
Ora, todos sabemos que muitas empresas não cumprem a Convenção Coletiva e além disso, possuem um ambiente de trabalho precário, pois não investem em maquinário e tecnologias modernos e seguros.
O setor da fabricação de brinquedos é sazonal, a partir do mês de maio, a rotatividade dos empregados é alta e os contratos dos trabalhadores passam a ser por prazo determinado. Este fator dificulta ainda mais as conquistas trabalhistas.
O STI Instrumentos Musicais e Brinquedos entende que é necessário estender a negociação e os benefícios também para a base de trabalhadores. O desempenho dos fabricantes nacionais melhorou nos últimos anos, mas os trabalhadores ainda não receberam a sua parte.
Maria Auxiliadora dos Santos,
Presidente do STI Instrumentos Musicais e Brinquedos
17/02/2011 - 10:00