Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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               Para os empresários, o aumento nos gastos está relacionado com o crescimento do emprego no mercado de trabalho formal -como há mais empregados com carteira assinada, maior é o número de pessoas que passa a ter direito ao benefício.

               Para as centrais sindicais, o aumento também está relacionado à alta rotatividade no mercado de trabalho.

               O seguro-desemprego é um benefício pago a trabalhadores demitidos sem justa causa e que tenham recebido salário no prazo de, no mínimo, seis meses anteriores à demissão. O pagamento varia de três a cinco parcelas.

               No ano passado, quando o Brasil sofreu os efeitos da crise, o benefício foi ampliado de cinco para sete parcelas para as categorias profissionais mais atingidas por incertezas econômicas, como o setor metalúrgico.

               O dinheiro para pagar o seguro sai do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), que tem como principal fonte de recursos as contribuições do PIS (Programa de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor)

               No ano passado, 7,3 milhões de trabalhadores receberam R$ 18 bilhões como seguro-desemprego -a previsão para este ano é de cerca de R$ 22 bilhões.

               "O aumento de gastos no primeiro trimestre não é preocupante porque houve crescimento de 20,71% na receita das contribuições do PIS e do Pasep nesse mesmo período", diz Luigi Nese, presidente do conselho.

               "A maior formalização e o reajuste do salário mínimo, que serve para corrigir o valor do seguro-desemprego, explicam o aumento nos gastos", completa.

               Na avaliação de Sérgio Luiz Leite, representante da Força Sindical no Codefat, o elevado índice de rotatividade no Brasil é um dos motivos para explicar o aumento de gastos com o seguro-desemprego neste ano.

               "No ano passado, foram admitidos 16,187 milhões de trabalhadores e demitidos 15,192 milhões. As empresas estão gerando muito emprego, mas estão demitindo também", afirmou.

               Segundo ele, com o dinheiro do FAT gasto com seguro-desemprego, poderiam estar sendo criados programas para ajudar na geração de renda do país ou linhas de financiamento para as empresas.

               SEGURO-DESEMPREGO

               ESPANHA
               3,2 milhões de pessoas recebem o seguro-desemprego, que varia de 830 euros a 1.033 euros, mais extra de 420 euros para quem faz curso profissionalizante

               ALEMANHA
               3,6 milhões de desempregados têm direito ao benefício, que dura 12 meses e equivale a até 70% do último salário. Outro programa garante renda mínima por tempo indeterminado

               Fonte: Folha de S. Paulo (16/05/2010)
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No Brasil, gastos com benefício aumentam 5%

CLAUDIA ROLLI
               Os gastos com pagamento de seguro-desemprego cresceram 5,21% no primeiro trimestre ante igual período de 2009 e abriram discussão entre representantes de trabalhadores e empregadores.

               O desembolso para pagar empregados demitidos sem justa causa chegou, de janeiro a março, a R$ 4,9 bilhões. Em iguais meses de 2009, foram gastos R$ 4,685 bilhões.