Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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Greve na FURP é legal
O Sindicato dos Químicos de Guarulhos e Região, entidade filiada a Força Sindical, CNTQ (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Químico) e a Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), que também é filiada a Força Sindical, esteve reunido na última quinta-feira, dia 17 de junho de 2010, em audiência no Tribunal Regional do Trabalho 2ª região, com os representantes da empresa FURP, empresa do ramo industrial farmacêutico, que pertence ao estado de São Paulo, para tratar do movimento dos trabalhadores que reivindicam o cumprimento da Convenção Coletiva da categoria.
Na ocasião o Tribunal apresentou uma proposta de que, num prazo de 24 horas, o Sindicato e a empresa se reunissem para apresentar uma proposta de que fossem garantidas as atividades essenciais da empresa. Mesmo com o Sindicato acatando a proposta, os representantes da empresa discordaram. Sendo assim, o Ministério Público se manifestou, determinando a legalidade da greve e estabelecendo que o Sindicato, reunido com os trabalhadores da empresa, se responsabilizasse por um parecer que atenda as atividades essenciais da FURP. Dessa forma, a determinação foi aceita e mantida pela presidência do Tribunal, mesmo com a discordância dos representantes da empresa, mas sendo acolhida pelo Sindicato.

No dia 18 de junho de 2010, por volta das 9h (nove horas da manhã), o Sindicato estará reunido com os trabalhadores, quando será apresentada a proposta, para uma posterior aprovação em assembléia. Em seguida o departamento jurídico do sindicato, junto com os departamentos jurídicos da CNTQ e da Fequimfar, fará a formalização necessária junto ao tribunal.




Antonio Silvan Oliveira, presidente da CNTQ e do Sindicato dos Químicos de Guarulhos e Região, destaca que o fator mais positivo da audiência é a legalidade do movimento dos trabalhadores da FURP, “Nossa expectativa é de um maior fortalecimento do movimento, lembrando que a Justiça concedeu um prazo de 15 dias para que a empresa, em conjunto com o sindicato, busque uma solução para o impasse, sendo que, a visão do nosso Sindicato é de que a empresa cumpra a Convenção Coletiva”.
César Augusto de Mello, advogado/assessor jurídico da CNTQ e da Fequimfar, destaca a importância do julgamento, “O importante é que o TRT da 2ª região julgou a greve como não abusiva e deu um prazo para negociar. É importante dizer que o sindicato acatou a proposta do tribunal e a empresa não, sendo que a mesma, com esse tipo de atitude, nega a própria negociação. Reforçando que os esforços do Sindicato, uma entidade que sempre agiu e representou os trabalhadores da FURP, dentro dos parâmetros legais”.
Maria José Aguiar de Freitas, advogada do Sindicato dos Químicos de Guarulhos, lembra que a presidência do Tribunal e o Ministério Público entenderam e, foram mais sensíveis ao processo pelo que os trabalhadores da FURP estão vivendo.
Sérgio Luiz Leite, presidente da Fequimfar e primeiro secretario nacional da Força Sindical, reafirma o apoio aos companheiros do Sindicato dos Químicos de Guarulhos, junto aos trabalhadores da FURP, na luta contra as injustiças provenientes de uma empresa que não cumpre e desrespeita as Convenções Coletivas.