Federação dos Trabalhadores Nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo
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Químicos discutem crise Econômica
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Químicos discutem crise Econômica
“PRECISAMOS GARANTIR O EMPREGO”

Lideranças e dirigentes sindicais da Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), que representa mais de 120 mil trabalhadores do setor químico, nos segmentos das industrias químicas, tinta e vernizes, fabricação do álcool, farmacêuticas, abrasivos, fertilizantes, cosméticos, entre outras, avaliaram a crise, junto à situação econômica do setor.
Na sexta-feira, dia 23 de janeiro, foi realizada uma reunião entre os presidentes que formam o conselho consultivo da Fequimfar (Federação dos Trabalhadores Químicos e Farmacêuticos do Estado de São Paulo), que representa seus 33 sindicatos filiados, para tratar da atual conjuntura econômica do setor. O evento foi na Colônia de Férias do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Brinquedos e Instrumentos Musicais, na Praia Grande, às 9h.
ü Na ocasião foi feita uma avaliação minuciosa da real situação do setor, em relação ao atual momento econômico, em que pese à questão: Crise x Emprego. Sérgio Luiz Leite secretario geral da Fequimfar comenta, “Estamos verificando números e dados referentes ao nosso setor, algumas industrias estão nos procurando em busca de informações e acordos sobre contrato de trabalho. Temos consciência de que existem diversas dificuldades, mas também sabemos que muitas empresas estão supervalorizando essas mesmas dificuldades, objetivando uma série de vantagens”.
ü Também foram analisados os números de demissões ocorridos nos últimos meses, que segundo os órgãos de homologação dos sindicatos filiados a Fequimfar, já passam de 1.200 postos de trabalho. “Os trabalhadores começam a pagar o pato e isso não é justo”, diz Sérgio.
ü Na reunião, também foram verificados questionamentos e consultas do setor patronal, junto a Fequimfar e seus Sindicatos filiados, em relação a busca por acordos que possam flexibilizar o contrato de trabalho, junto a cláusulas de jornada, bancos de horas e suspensão do contrato de trabalho. “Precisamos fazer esforços concentrados que objetivem a garantia do emprego. Vamos analisar e discutir todas as propostas das diversas empresas que estão nos procurando”, resume Sérgio.
Danilo Pereira da Silva, presidente da Fequimfar e da Força São Paulo, reafirma que este período crítico de crise financeira mundial, é importante que trabalhadores, sindicato e patrões cheguem a um acordo favorecendo a manutenção do emprego. De acordo com dados dos 33 sindicatos filiados a Fequimfar, do mês de dezembro para cá, cerca de 1.200 trabalhadores foram demitidos. Lembrando que não foram computados os números de demissões, ainda não homologadas pelos sindicatos. “Podemos afirmar que o problema não é somente nosso e do setor empresarial. O governo também precisa fazer a sua parte, o momento exige uma série de medidas que possam confrontar a crise. É de extrema necessidade que se faça baixar os juros e os encargos sociais. Também não podemos esquecer de que as medidas de renúncia fiscal que foram e possam ser adotadas por parte dos órgãos governantes possam realmente garantir o emprego. Ressaltando principalmente, que o governo não pode ficar financiando, emprestando dinheiro e isentando de impostos, empresas que estão demitindo. Nosso compromisso é com a garantida do emprego dos trabalhadores, e o momento é agora”, declara Danilo.

