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Químicos celebram 2 anos da 1ª Convenção Coletiva para deficientes
Foi no ano de 2006 que representantes dos trabalhadores e patrões firmaram em Convenção Coletiva, o primeiro acordo trabalhista do país para inclusão de deficientes nas indústrias farmacêuticas, que beneficia milhares de trabalhadores, com aumento de empregos e inclusão social.
Em 2006, a Fequimfar e seus sindicatos filiados e o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo) assinaram uma Convenção Coletiva pioneira. A Convenção consiste em selecionar, contratar e qualificar trabalhadores deficientes para atuarem na indústria farmacêutica, fazendo assim, sua inclusão social.
Novos postos de trabalho e inclusão social
Passados dois anos, a Fequimfar está avaliando os resultados deste acordo, que já contratou cerca de mil PCDs (pessoas com deficiência). De acordo com dados do Sindusfarma, 44 empresas aderiram a Convenção, sendo que 12 delas já cumpriram a cota e contrataram 100% do estipulado. Entretanto, algumas indústrias ainda não contrataram nenhum trabalhador deficiente e 9 empresas contrataram menos que a metade estabelecida pela cota. Danilo Pereira da Silva, presidente da Fequimfar, diz que as empresas têm que ter a consciência da necessidade da contratação e integração desses empregados. “O primeiro passo é fazer uma avaliação dos cargos para verificar quais deles podem receber o deficiente”, sugere Danilo.
Ajustes na Qualificação profissional
A Fequimfar verificou que a qualificação dos trabalhadores ainda não é a ideal. “Os trabalhadores já enfrentam muitos problemas no seu dia-a-dia, com dificuldades de acesso ao transporte público e pelas vias públicas, por exemplo”, comenta Sergio. Por isso, para favorecer estes profissionais, ficou estabelecido um programa de qualificação profissional e preparação dos ambientes de trabalho, por meio de parcerias com entidades que vão qualificar esses trabalhadores. “A idéia era que as empresas fossem obrigadas a formar profissionais qualificados para atuarem tanto nas próprias indústrias, como também no mercado de trabalho como um todo”, explica Antonio Silvan de Oliveira, presidente da CNTQ e do STI Guarulhos. Nestes casos, a empresa deveria promover treinamentos específicos numa parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). “Porém, esta questão da formação dos empregados não foi realizada de forma produtiva e transparente”, comenta Silvan. Por isso, a Fequimfar, com a colaboração dos sindicatos filiados, vai fiscalizar as empresas e cobrar a intensificação do programa de formação para que os trabalhadores tenham as condições necessárias para serem inseridos no mercado de trabalho de forma justa e digna.
Dados
De acordo com dados da Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo (DRT/SP), mais de 35.700 pessoas com deficiência estão inseridas no mercado de trabalho e 4.004 empresas cumprem a Lei de Cotas. No setor farmacêutico, já são 44 empresas que cumprem o acordo. continua